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Cardia
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Em direcção a Ferreirim, e depois do nicho cruzeiro
do Senhor da Boa Viagem e do campo de futebol, desvia-se à direita para a
Cardia. São cerca de 2 km em caminho rural de terra batida, passa-se o
ribeiro sobre uma pequena ponte e encontra-se a grande e emblemática lage,
palco lendário de danças de feiticeiras e de piruetas de lobisomens,
verdadeiro “ex-libris” da localidade. O casario de rudeza genuína pusou ao redor da extensa
fraga como que para uma soberba fotografia aérea. Tangente à lage, de um
lado do camino, dotado de tapete betuminoso, para Ferreirim atravessa,
sobre a moderna e sólida ponte um dos corgos que vão banhar aquela terra
de labor infatigável; do outro, a viela que dá para uma capela de longo e
largo alpendre. Pequenina mas com um altar de talha dourada a desfazer-se,
é dedicado ao Divino Espírito Santo, cuja festividade é celebrada
anualmente, de acordo com as posses, as vontades dos promotores e a
habilidade em suscitar a cooperação dos moradores que nesta época ainda
não são os perto de quarenta que ali passam o mês de Agosto. Evidenciam-se
as ruas devidamente empedradas. |